Dicionário Busológico – Letra P

  • Padron – Tipo característico das carrocerias do final dos anos 80 onde todas encarroçadoras criaram um projeto com as características exigidas. Apenas ter motor traseiro não configura um "Padron".
  • Painel – Quadro de instrumentos para o controle geral do funcionamento elétrico e mecânico do ônibus (Figura 16.01).

Painel
Figura 16.01 – Painel de instrumentos.
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Palanqueado – Câmbio manual com alavanca/pedestal estendido fixado no piso do veículo (Figura 16.02).

Palanqueado
Figura 16.02 – Alavanca estendida fixada no piso do veículo.
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Palladium – Modelo de carroceria de ônibus rodoviário da Comil.
  • Panorâmico – Modelo de carroceria de ônibus rodoviário de dois andares da Busscar.
  • Para-brisa – É a parte do ônibus que o protege contra a chuva, insetos, e contra a força do vento. O para-brisas é composto por duas lâminas de vidro que são unidas por uma camada de PVB (Polivinilbutino) que "gruda" uma lâmina à outra, e em caso de quebra, não permite o estilhaçamento dos vidros (Figura 16.03).

Para-brisa
Figura 16.03 – Parabrisa.
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Para-choque – É um dispositivo instalado em veículos para a absorção de choques. Normalmente possui a forma de uma barra ou lâmina, de aço (antigamente) e de compostos plásticos que revestem uma estrutura metálica, fixada horizontalmente à frente e na traseira dos automóveis para proteger a carroceria contra choques (Figura 16.04).

Para-choque
Figura 16.04 – Exemplo de para-choque em um ônibus urbano.
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Parada – Ponto. São locais de parada de ônibus de transporte público, onde os passageiros embarcam ou desembarcam (Figura 16.05).

Parada
Figura 16.05 – Placa de ponto de ônibus (Esquerda) e um abrigo de proteção (Direita).
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Parada solicitada – Frase de aviso no interior do coletivo que acende quando o passageiro sinaliza que vai desembarcar na próxima parada por meio de corda ou botão fixado nos balaústres (Figura 16.06).

  Parada solicitada
Figura 16.06 – Diferentes modelos de marcadores de Parada solicitada (Esquerda) e botão acionador (Direita).
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Paradiso – Modelo de carroceria de ônibus rodoviário da Marcopolo. Foi criado na geração 4 com os modelos 1150 e 1400, na geração 5 tiveram os modelos 1150, HD, 1450, 1450 LD e 1800 DD, na geração 6 tiveram os modelos 1200, 1200 HD, 1350, 1550 LD e 1800 DD, na geração 7 os modelos 1050, 1200, 1350, 1600 LD e 1800 DD.
  • Paradouro – Local onde os ônibus ficam estacionados esperando para puxar mais horários da tabela.
  • Paseo – Modelo de carroceria de ônibus urbano da MOV.
  • Paulista – Modelo de carroceria de ônibus urbano da Ciferal.
  • PDA – Abreviação de Parada.
  • Pega-mão – apoiador interno para passageiros se segurarem (Figura 16.07).

Pega-mão
Figura 16.07 – Pega-mão de tecido (Esquerda) e plástico (Direita).
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Pegasus – Modelo de carroceria de ônibus intermunicipal da Thamco.
  • Percurso – Sequência de trechos e acessos entre duas localidades definidas. (ANTT, 2009)
  • Perda Material – Dano e prejuízo patrimonial sofrido e declarado por terceiro, em decorrência do acidente ou do assalto. (ANTT, 2009)
  • Permissão – A delegação, a título precário, mediante licitação, na modalidade de concorrência, da prestação do serviço de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros, feita pela União à pessoa jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco, por prazo determinado. (ANTT, 2009)
  • Pertutti – Modelo de carroceria de ônibus urbano da Increal.
  • Piá – Modelo de carroceria de mini e micro ônibus da Comil.
  • Piccolino – Modelo de carroceria de mini e micro ônibus da Caio.
  • Piccolo – Modelo de carroceria de micro ônibus da Caio.
  • Pinga – Modalidade de linha de ônibus no qual o coletivo pode parar em todas paradas ao longo do percurso para embarque e desembarque.
  • Pintura – É a técnica de aplicar pigmento em forma líquida a uma superfície, a fim de colori-la, atribuindo-lhe matizes, tons e texturas.
  • Pisca – São luzes/lâmpadas colocadas na frente, lateral e traseira do ônibus no qual pisca para o lado em que o veículo vai fazer a conversão/curva – comandado pelo motorista (Figura 16.08). Luzes de posição. Popularmente também chamado de pisca-pisca.

Pisca
Figura 16.08 – Pisca frontal (Esquerda) e lateral (Direita).
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Piso – Chão interno do ônibus. Pode ser feito de alumínio ou compensado e pode ser revestido por chapa de alumínio lavrada, borracha ou taraflex.
  • Piso baixo – Veículo com piso baixo na entrada do veículo, geralmente localizado entre a frente e a metade do veículo (Figura 16.09).

Piso BaixoFigura 16.09 – Esquema do veículo Piso Baixo, onde as linhas vermelhas representam o piso interno.
Fonte: ViaCircular (2007).

  • Piso semi-baixo – Veículo com piso semi-baixo na entrada do veículo, possuindo uma pequena elevação de 1 degrau (mostrado na Figura 16.11), geralmente localizado entre a frente e a metade do veículo (Figura 16.10).

Piso Semi BaixoFigura 16.10 – Esquema do veículo Piso Semi-Baixo, onde as linhas vermelhas representam o piso interno.
Fonte: ViaCircular (2007).

Piso Semi-Baixo
Figura 16.11 – Exemplo de piso semi-baixo, degrau rebaixado na entrada.
Fonte: divulgação Consórcio Unibus.

  • Placa Chapa de metal que se prega nos veículos com o número da licença para circular (DICIO – Dicionário Online).
    O sistema de placas começou a ser usado em 1901, sendo de responsabilidade de cada muncípio implantar seu sistema em que a partir de 1915 foi separado em uma letra identificando o tipo de veículo (A – Aluguel e P – Particular) e quatr números.
    Entre 1941 até 1969 foi implantado um sistema numérico onde tinham 6 números separados de dois a dois. Não tinha muitas regras para formato de placa e disposição de informações, então sempre apareciam formas diferentes.
Placa
Comercial / Aluguel

Em 1969 foi implantado o sistema alfanumérico com 2 letras e 4 números. Nesse sistema a placa era do proprietário, podendo ser reutilizada em outro veículo quando o mesmo fosse desmanchado. Não tinha sequência exclusiva, então cada município tinha a sua e não podia repetir dentro do mesmo estado, mas poderiam ter placas iguais de estados diferentes. Como a placa era em chapa única, quando o veículo era vendido, a placa era trocada para uma sequência nova. Com duas cores: amarela para carros particulares e vermelha para veículos comerciais. A regulamentação não era tão precisa, então o tamanho, formato e fonte dessas placas era bem variado podendo mudar desde o formato oval até símbolos e outros adornos que poderiam ser colocados junto à placa.

Placa
Particular
Placa
Comercial / Aluguel

O sistema alfanumérico de 3 letras e 4 números começou a ser implantado em 1990 e todas placas de 2 letras precisavam ser trocadas por 3 letras. Em 1999 ainda existiam lugares que ainda utilizavam o sistema anterior. Até 2008 a fonte utilizada nas placas era "DIN Mittelschrift", a partir desta data sendo definida pela Resolução 231/2007 do CONTRAN que a fonte padrão passava a ser "Mandatory".

Placa Particular: uso comum em veículos particulares e de uso próprio.
Placa Comercial: uso em veículos comerciais, que prestam serviços, utilzação de serviços remunerados. Caminhões, ônibus, táxis, motos, etc.
Placa Oficial: uso de veículos oficiais como prefeituras municipais, ambulâncias, bombeiros, carros da polícia, etc.
Placa Aprendizagem: uso de veículos de autoescolas, centro de formação de condutores (CFC).
Placa Fabricante: uso de protótipos e veículos de teste. Essa placa pertence ao proprietário e não ao veículo, podendo ser reaproveitada em vários veículos diferentes.
Placa Colecionador: uso de veículos com mais de 30 anos e com características originais. Membros de clubes de veículos antigos recebem essa placa.
Placa Consulado: uso de veículos do consulado e organizações internacionais. A Resolução 368/2008 do CONTRAN alterou essa placa para o formato de 3 letras.
Placa Representação: uso de veículos de propriedade do poder Legislativo, Executivo, Judiciário e também das Forças Armadas.

A partir de 2018 iniciou-se uma nova transição para a placa padronizada nos países do Mercosul. O primeiro estado a implantar a placa é o Rio de Janeiro. O modelo novo de placa foi definido pela Resolução 590/2016 e modificado pelas resoluções 729/2018, 733/2018 e 741/2018 do CONTRAN. Anda tem impasses para implantação.

Placa Particular: uso comum em veículos particulares e de uso próprio.
Placa Comercial e aprendizagem: uso em veículos comerciais, que prestam serviços, utilzação de serviços remunerados. Caminhões, ônibus, táxis, motos, etc. E também autoescolas e centro de formação de condutores (CFC).
Placa Oficial: uso de veículos oficiais como prefeituras municipais, ambulâncias, bombeiros, carros da polícia, etc.
Placa Especial: uso de protótipos e veículos de teste. Essa placa pertence ao proprietário e não ao veículo, podendo ser reaproveitada em vários veículos diferentes.
Placa Colecionador: uso de veículos com mais de 30 anos e com características originais. Membros de clubes de veículos antigos recebem essa placa.
Placa Consulado: uso de veículos do consulado e organizações internacionais.

Fontes pesquisadas: CONTRAN (Resoluções 231/2007, 590/2016, 729/2018, 733/2018 e 741/2018); VOGEL, Jason. "Conheça todos os modelos de placas de veículos já usados no Brasil" – site O GLOBO, 2018; CONTESINI, Leonardo. "A história e a evolução das placas de carro do Brasil" – site Flatout.com.br, 2016; Site Arteplacas.net. "Histórico dos sistemas de placas veiculares no Brasil"; Site QC Veículos. "Tipos de placas de automóveis: o que significa cada uma?". 

  • Placa (itinerário) Chapa de PVC com a identificação da linha para colocar na lateral, traseira ou fixada no painel de frente para o para-brisas com intuito informativo sobre o itinerário do ônibus.
  • Plataforma – 1) Tipo de chassis que são mais altos, geralmente apropriados para ter mais espaço nos porta-malas. Uso rodoviário ou urbano (Figura 16.13). 2) Terminal de embarque e desembarque, parada. Pode ser a nível do solo (calçada) ou pode ser elevado para embarque em nível. 3) Estação de trem, parte onde o mesmo faz paradas para embarque e desembarque.

Plataforma
Figura 16.13 – Exemplo de chassis tipo plataforma.
Fonte: divulgação Mercedes-Benz.

  • Pneu – É um artefato circular feito de borracha no qual pode ser inflado com ar ou com água. Pode ainda ser maciço. Utilizado nas rodas dos veículos em geral para movimentar-se. Geralmente é de cor negra devido ao fato de, durante a fabricação, ser adicionado negro de fumo à composição da borracha. Sem esse elemento, os pneus se desgastariam muito rapidamente (Figura 16.14).

Pneu
Figura 16.14 – Pneu de microônibus.
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Pódium – 1) Ônibus que possui portas na lateral do motorista para embarque e desembarque (Figura 16.15). 2) Modelo de carroceria de ônibus rodoviário da Ciferal.

Pódium
Figura 16.15 – Exemplo de portas na lateral do lado do motorista, na carroceria.
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Polipropileno – material usado na confecção dos bancos de fibra, que quando deteriorada ela se "desfiapa".
  • Poltrona – Banco, Assento, objeto no qual são feitos para as pessoas sentarem dentro do coletivo (Figura 16.16).

PoltronaFigura 16.16 – Poltrona estofada urbana.
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Ponei – Modelo de carroceria de micro ônibus da Incasel.
  • Porta – Folha móvel (Consultar também "Folhas" na letra F) para liberar ou interromper a passagem de pessoas de fora para dentro do veículo ou vice-versa (Figura 16.17).

Porta
Figura 16.17 – Porta de duas folhas.
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Porta-copos – suporte para apoiar bebidas.
  • Porta-malas – Compartimento com portas na lateral abaixo do piso interno para transportar cargas.
  • Porta-pacotes – bagageiro interno ou porta embrulhos (Figura 16.18).

Porta-pacotes
Figura 16.18 – Porta-pacotes interno.
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Prefixo – Número de identificação do ônibus (Figura 16.19).

Prefixo
Figura 16.19 – Prefixo ficado na lataaria do veículo.
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Presence – Modelo de carroceria de ônibus rodoviário da MOV.
  • Puxador – Suporte para abrir e fechar as janelas do interior do coletivo (Figura 16.20).

Puxador
Figura 16.20 – Exemplo de puxador da janela.
Fonte: foto feita por César Mattos.

  • Puxar – Fazer linha, sair do terminal ou ponto de parada fazendo uma linha específica ou expresso, recolhe, especial, etc.

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