Sistemas de Transporte – Conceitos

Escrito por: César Mattos

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1Meios de Transportes (Introdução)
2Transportes Urbanos
3Modos de Transporte Urbano
4Fatores essenciais para qualidade no transporte
5Passagem: tipos de integração
6Tipos de linhas
7Funções das linhas
8Tipos de redes
9Opções redes
10Sistema viário
11Custos para cálculo tarifário
12Impactos nas implantações dos sistemas

 


1 – Meios de Transportes

Os transportes são classificados em aeroviário, aquaviário, ferroviário e rodoviário.

Transporte aeroviário: sendo o meio mais rápido, porém, com alto custo. Exemplos de veículos de transporte aéreo são: helicóptero, avião (aeronave), dirigível, balão, etc. É utilizado para transportar cargas e pessoas. No transporte de cargas, pode ser utilizado por meio de aeronaves especiais ou em conjunto com aeronaves comerciais de passageiros. A entidade reguladora que cuida dos interesses dos usuários do transporte aéreo é a ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil e a Infraero – Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária tem como principal objetivo fiscalizar a infraestrutura dos aeroportos. Juntas, as entidades precisam fazer valer a lei nº 12462/2011 da Secretaria de Aviação Civil.

Transporte aeroviário

Transporte aquaviário: sendo um meio mais demorado, porém mais econômico e pode fazer transporte em grandes volumes e quantidades. Exemplos de veículos de transporte aquaviário são: barco, canoa, hiate, cruzeiro, balsa, cargueiro, etc. Pode ser dividido em marítimos (mares e oceanos), fluviais (rios) e lacustres (lagos). A entidade reguladora dos transportes por água é a ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviários e pelos Portos do Brasil, subdivisão criada pelo Governo Federal. A Convenção de Genebra (1958) definiu os limites aquáticos dos mares e oceanos de cada país. No Brasil, cada uma das 14 Unidades Administrativas Regionais tem jurisdição sobre uma determinada região pré-definida. Leis e decretos referentes ao transporte por água, nº 10233/2001 e 12815/2013.

Transporte aquaviário

Transporte terrestre – ferroviário: meio de transporte eficaz para transporte em massa e de custo baixo, porém limitado pelas vias férreas. Exemplos de veículos de transporte ferroviário são: trem, metrô, locomotivas, vagões, veículos adaptados para trafegar em vias férreas, etc. Nem todo trem pode utilizar qualquer via, existem limitações como tamanho de bitolas diferentes (largura dos trilhos). A entidade regulamentadora do transporte sobre estradas de ferro são a ANTT – Agência Nacional de Transporte Terrestre e também uma empresa criada pelo governo para fazer exploração de ferrovias, chamada VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A.. Os órgãos obedecem a lei nº 11772/2008, vinculada ao Ministério dos Transportes.

Transporte ferroviário

Transporte terrestre – rodoviário: meio mais utilizado no Brasil. Qualquer transporte feito por ruas, avenidas, estradas, trilhas, etc. é considerado terrestre. Exemplos de veículos de transporte terrestre são: carro, caminhão, ônibus, bicicleta, trator, etc. Fiscalizado pela ANTT – Agência Nacional de Transporte Terrestre e a parte de infraestrutura fiscalizada pelo DNIT – Departamento Nacional de Transportes Terrestres.

Transporte rodoviário

Transporte terrestre – dutoviário: meio não explorado no Brasil para transporte de passageiros, mas em fase de testes na Europa. Transporte é feito por meio de tubulações, pela gravidade ou por pressão. Os dutos podem ser subterrâneos, aéreos, submarinos ou à vista na superfície. Muito utilizado no transporte de gases, óleos, minérios, carbono e outros materiais e produtos. Fiscalizado pela ANTT – Agência Nacional de Transporte Terrestre.


2 – Transportes Urbanos

O transporte é definido pelo deslocamento de pessoas (passageiros) ou objetos (cargas). Como o objetivo do site é tratar do transporte de passageiros, então o transporte de cargas não será citado quando a palavra "transporte" for mencionada.

Transporte urbano

O deslocamento de pessoas pode ser feito por vários modos, que podem ser classificados em motorizados e não motorizados. Os não motorizados são veículos que usam apenas esforço físico para movimentar-se, seja por meio de homem ou animal, tais como carroça, patins, roller, skate, patinete, montado em um animal, bicicleta ou até deslocamento a pé, etc. Os motorizados são veículos que usam algum tipo de fonte de energia para movimentar-se, tais como moto, automóvel, ônibus, caminhão, trem, bonde, metrô, etc.


3 – Modos de Transporte Urbano

Podem ser classificados em três categorias: 1 – privado ou individual; 2 – público coletivo ou de massa; 3 – público exclusivo ou semipúblico.

Transporte privado ou individual: é aquele onde a pessoa tem total liberdade de manipular, seja para ir aonde quiser e o horário que quiser. Carros particulares, bicicletas são exemplos desse tipo de transporte.

Transporte público coletivo ou de massa: são veículos que fazem itinerários definidos com horários determinados pela empresa ou algum órgão fiscalizador. São os ônibus, lotações, trens, etc.

Transporte público exclusivo ou semipúblico: são veículos de uso público, porém, com mais restrição de passageiros, flexibilidade para itinerários e horários. Ônibus fretados por empresas, táxis, são exemplos desse tipo de transporte.


4 – Fatores essenciais para qualidade no transporte

Muitas questões podem ser abordadas para definir o que é a qualidade no transporte urbano. Muitos princípios foram criados para definir essa qualidade, em uma conclusão geral de estudo, foi apontado os principais tópicos que procuram beneficiar a maior parte dos envolvidos: passageiro, governo e empresários.

4.01 – Acessibilidade: definido por como o passageiro chega até o local de embarque, o acesso aos pontos de parada e aos veículos. A qualidade da infraestrutura do caminho casa <-> transporte.

4.02 – Frequência de atendimento: tempo entre um veículo e outro (headway). Tempo de espera no local de embarque. Intervalo de atendimento.

4.03 – Tempo de viagem: tempo total de viagem de origem e destino do passageiro dentro do veículo. Calculando também a velocidade média da viagem. Relação de tempo de viagem coletivo x carro particular.

4.04 – Lotação: quantidade de passageiros no interior do coletivo.

4.05 – Confiabilidade: relacionado ao grau de certeza do passageiro de que o veículo irá passar e que ele chegará no destino. Problemas com viagens não realizadas, atrasos e adiantamentos.

4.06 – Segurança: acidentes. Atos de violência como assaltos, roubos, agressões, dentro dos veículos e nos locais de espera do coletivo.

4.07 – Características dos veículos: aparência do veículo, tecnologia oferecida ao passageiro, conforto oferecido. Importante ressaltar que para não para desviar atenção do passageiro do foco principal, que é transportar, com futilidades desnecessárias.

4.08 – Características dos locais de parada: condições do calçamento, identificações visuais, cobertura adequada (útil e funcional e não para bonito), bancos para sentar. Aparência em geral.

4.09 – Sistema de informações: informação necessária ao passageiro como dados sobre itinerários e horários, clareza nas informações de número e nome das linhas. Informações e reclamações no sistema de atendimento (SAC).

4.10 – Conectividade: facilidade de deslocamento entre dois pontos quaisquer da cidade. Qualidade das integrações físicas ou tarifárias.

4.11 – Comportamento dos operadores: referente aos funcionários das empresas, comportamento e profissionalismo.

4.12 – Estado das vias: pavimentação e qualidade das vias onde o coletivo trafega, sinalizações adequadas.

4.13 – Tarifa: comparação com outras cidades de mesmo porte.

Fatores de necessidade

Nível dos empresários: rentabilidade do capital, prazo para recuperação do investimento (período de concessão/permissão) e reconhecimento pelo trabalho (imagem da empresa).

Nível dos trabalhadores: salários e benefícios, jornada de trabalho, local de trabalho, reconhecimento e respeito, integração e motivação e oportunidade de desenvolvimento.

Nível da comunidade: contaminação do ar, poluição sonora, prejuízo para o trânsito (aglomerações), segurança (acidentes), degradação de espaços públicos (aproveitamento dos locais destinados ao transporte), valor da tarifa, aparência dos ônibus e locais de embarque, situação dos funcionários, cumprimento das leis e a imagem que o serviço passa à população.

Nível do governo: valor da tarifa, qualidade do serviço (programas de avaliação), eficiência do serviço, situação judicial das empresas, imagem do serviço (nos meios de comunicação), satisfação: dos usuários, da comunidade, dos trabalhadores e dos empresários.


5 – Passagem: tipos de integração

Uma integração pode ser considerada pela transferência de um veículo ao outro. De mesma modalidade é chamado de intramodal (exemplo: terrestre para terrestre), de modalidades diferentes é intermodal (exemplo: terrestre para aéreo). No transporte coletivo urbano podem ser feitos dois tipos de integração: a física e a tarifária.

5.1 – Integração física: a integração física envolve uma estrutura de transbordo (ponto de transferência) ou terminal, onde o passageiro desembarca de um veículo e aguarda para embarcar em outro veículo sem pagar pela segunda passagem. Uma ou mais integrações físicas podem ser feitas em um sistema fechado. Estações com pré-embarque também são consideradas integrações físicas.

5.2 – Integração tarifária: a integração tarifária não necessidade de uma estrutura física, ela pode ser feita em qualquer ponto da cidade. Geralmente é gerenciada por um sistema de bilhetagem eletrônica, onde é definido um tempo limite para integração entre um veículo e outro. As integrações podem ser feitos com tarifas menores à passagem normal ou então com total gratuidade.


6 – Tipos de linhas

As linhas podem ser definidas pelos tipos:

6.1 – Radial: liga a área central aos bairros (Centro/Bairro).

Linha Radial

6.2 – Diametral: conecta duas regiões passando pelo centro da cidade.

Linha Diametral

6.3 – Circular: linhas que formam trajetos circulares, sem passar pelo mesmo local, tendo apenas um sentido e com o ponto final sendo o mesmo inicial.

Linha Circular

6.4 – Interbairros: liga duas ou mais regiões sem passar pela área central.

Linha Interbairros

6.5 – Local: linha que transita apenas em uma determinada região de perímetro curto.

Linha Local


7 – Funções das linhas

As linhas podem seguir as seguintes funções, de acordo com o tipo de sistema adequado:

7.1 – Convencional, Comum ou Paradora: linhas normais fazendo origem-destino, parando em todos pontos ao longo do itinerário e nenhuma restrição.

7.2 – Troncal ou Interestação: linha que opera em uma artéria principal da cidade, ligando dois pontos de concentração de demanda. Geralmente ligando centro da cidade ao terminal ou ao centro de uma cidade metropolitana.

7.3 – Alimentadora: linha que opera recebendo a captação da concentração de demanda e distribuindo na região local. geralmente ligando terminais às regiões próximas.

7.4 – Expressa ou Direta: linha que faz ligações a dois pontos sem ter pontos de parada ao longo do itinerário.

7.5 – Rápida ou Semidireta: linha que faz ligações a dois pontos tendo poucos pontos de parada ao longo do itinerário em relação à linha convencional.

7.6 – Especial ou Eventual: linhas especiais que funcionam apenas em eventos de grandes demandas. Geralmente festas, comemorações, shows, jogos de futebol ou outra convocação especial.

7.7 – Seletivo, Executivo ou Complementar: linhas com maior flexibilidade no itinerário ou horário, onde podem oferecer serviço diferenciado ao comum. Serviços especiais para portos, aeroportos e outros pontos geradores de viagens.

7.8 – Escolar e/ou Universitária: as linhas escolares e universitárias podem fazer parte do sistema e assim transportar junto qualquer passageiro para qualquer destino ou então podem ser de caráter público exclusivo ou semipúblico, no qual só transporta estudantes e não sendo integrado ao sistema.

7.9 – Corujão ou Madrugadão: linhas especiais com função de atender um ou mais bairros durante a madrugada.

7.10 – Rural: linhas com atendimento à comunidade afastada de perímetro urbano. Tráfego em estradas e vias sem pavimentação.


8 – Tipos de redes

As redes são definidas pelo tipo de sistema de transporte público que é aplicado na cidade. Existem vários tipos de redes que podem ser implantados em um sistema de transporte coletivo urbano. Muitas vezes um único sistema pode conter várias redes diferentes funcionando em conjunto. É muito importante entender os aspectos de uma cidade, bem como a cultura e os costumes das pessoas que nela vivem. Uma rede é feita para atender a demanda da cidade, suprindo suas necessidades exclusivas e não uma cópia de um sistema de outra cidade. O que funciona em uma cidade pode não funcionar em outra.

8.1 – Rede radial: a mais comum de ser criada. Esse sistema leva todos veículos dos bairros para o centro, em geral as linhas são bairro/centro e centro/bairro. A maior concentração de demanda é situada na região central da cidade. Esse tipo de rede, se mal administrada, pode gerar uma saturação de veículos na área central. Pode ou não contar com integração entre linhas.

Rede Radial

8.2 – Rede em malha: usada para quando a maior concentração não é na região central. As linhas são feitas com intersecções e pontos de integração ou transbordo, sem necessidade de passar pela área central.

Rede em Malha

8.3 – Rede tronco-alimentador: construída com terminais de integração e linhas com funções definidas. Um terminal em cada centro de demanda com linhas alimentadoras e linhas troncais e interestações que ligam os terminais e à área central.

Rede Tronco Alimentador

8.4 – Rede tipo BRS – Bus Rapid Service: sistema que trabalha com vias exclusivas, racionalização de linhas, divisão de linhas em pontos de parada e utiliza poucos recursos para implementação.

8.5 – Rede tipo BRT – Bus Rapid Transit: contempla conjunto de vias exclusivas com pontos de ultrapassagem, estações de pré-embarque, necessita o uso de linhas troncais e alimentadoras e prioridade semafórica.

Um sistema pode ter uma mistura de vários outros (como já dito anteriormente), porém, um sistema não pode ser definido por conter partes de uma rede. Por exemplo, não existe sistema BRT que não contemple os fatores NECESSÁRIOS para que seja um BRT, não é simplesmente criar uma faixa exclusiva e comprar ônibus de modelo BRT sem ter o sistema propriamente dito instalado.

8.6 – Rede tipo BHLS – Bus With High Level of Service: sistema formado com longas vias de faixas exclusivas, intersecções com prioridade semafórica e acesso direto, com integração tarifária e/ou física. Geralmente usado como uma forma alternativa ao BRT por ter menos custos com infraestrutura. Utiliza do sistema tronco-alimentador como estruturas de linhas.


9 – Opções para redes

Uma série de recursos podem ser adotados para melhoria das redes, trata-se de implantações isoladas, integradas ou complementares.

9.1 – Terminal: um terminal pode ser aberto ou fechado. Pode ser localizado em polos geradores de demanda. Para melhor aproveitamento dos terminais, linhas troncais ou interestações são criadas para trazer a demanda de outros polos e as linhas alimentadoras fazem a distribuição da demanda na região.

Terminal

9.2 – Estações de pré-embarque ou transbordo: pontos de parada criados ao longo de uma linha troncal ou interestação em que a cobrança de passagem é feita na entrada do ponto de parada e não no veículo. Agiliza o embarque e diminui o tempo de parada do veículo.

Transbordo

9.3 – Faixas exclusivas: são faixas destinadas exclusivamente ao coletivo, sinalizadas na cor azul. As faixas NÃO SÃO CORREDORES, faixas exclusivas não tem barreiras físicas que separam os carros dos coletivos. Podem ou não serem divididas com serviços executivos e táxis.

Faixa exclusiva

9.4 – Corredor ou canaleta: os corredores são pistas exclusivas para o coletivo, porém com barreiras físicas, seja grades, canteiros ou barreiras de concreto que separam os carros dos coletivos.

Corredor

9.5 – Vias específicas subterrâneas ou aéreas: elevados feitos para transporte exclusivo de coletivos sobre pneus ou trilhos. Também por baixo da terra ou por cima da água.

Elevados

9.6 – Escalonamento de linhas: adotados em locais onde tem fluxo de muitas linhas, significa a divisão das linhas em pontos de paradas diferentes ao longo da mesma via.

Escalonamento de linhas

9.7 – Ordenadora: organização da ordem dos coletivos para melhor localização nos pontos de parada em corredores. Conteúdo explicativo no link.

Ordenadora

9.8 – Box ou plataformas de embarques nos terminais: podem ser divididas em lineares (reto, com ou sem afastamento entre veículos), com plataforma de ângulo (no estilo rodoviária), como dente de serra (com entrada e saída independente) ou como ilhas independentes.

Plataformas

9.9 – Box ou plataformas de embarques nos pontos de paradas: podem ser divididas em lineares (reto, com ou sem afastamento entre veículos) ou como dente de serra (com entrada e saída independente). Podem estar situadas no centro do corredor com embarque e desembarque no mesmo lado, com plataformas em lados opostos ou em ambos os lados.

Plataformas


10 – Sistema viário

Para construção de um sistema viário com faixas ou corredores exclusivos para ônibus, é necessário que a largura de cada faixa tenha entre 3,25 e 3,50m. Casos excepcionais podem admitir 3m. A superlargura de curvas deve ser adotada com base no estudo do tipo de ônibus que circulará nelas, bem como os aclives e declives.

A priorização do coletivo em um sistema viário faz com que a velocidade média de cada viagem aumente e a agilidade do sistema melhore. Também pode ser adotado a prioridade semafórica.


11 – Custos para cálculo tarifário

Breve citação dos principais fatores que influenciam o cálculo tarifário: combustível, lubrificantes, custo de rodagem, peças e acessórios, custo de capital (depreciação e remuneração), funcionários, despesas administrativas da empresa e os tributos.


12 – Impactos nas implantações dos sistemas

Para implantação de um sistema, é importante analisar os impactos que esse sistema vai gerar na cidade, lembrando que existem pontos positivos e negativos. Os custos associados aos projetos do sistema são o de implantação e o de operação.

12.1 – Meio ambiente: poluição sonora, poluição atmosférica, poluição visual, vibrações do solo, aumento da matriz energética.

12.2 – Social: desapropriação ou supervalorização de moradias e terrenos, inviabilização ou desenvolvimento do comércio, aumento de empregos.


Referências parciais

  • Transporte Público Urbano (Antônio Clóvis "Coca" Pinto Ferraz e Isaac Guillermo Espinosa Torres);
  • Manual de Implementação BRS (ANTP – Fetranspor);
  • Manual de BRT – Guia de Planejamento (Ministério das Cidades);
  • Gestão de Mobilidade Urbana (ANTP);
  • Ministério dos Transportes (Governo Federal);