Página Inicial > Ônibus (conceitos) > Estrutura Técnica do Ônibus: Mecânica 8 – Rodas e Pneus
Estrutura Técnica do Ônibus: Mecânica 8 – Rodas e Pneus
Atualização: Página criada em: 23/04/2022 por César Mattos. Atualizada em 23/05/2025.

Índice da página
8.00. Lista de fabricantes
Fabricantes: em desenvolvimento.
8.01. Roda raiada
É constituída de cubo e braços (raios). conjunto sobre o qual é montado o aro.

8.02. Roda de disco
É formada de um disco estampado, unido ao aro, com ou sem orifícios para ventilação. Conjunto de 1 peça: forjado; ou de 2 peças: soldado.
Aço: os processos de produção das rodas de chapa de aço e de alumínio são, do ponto de vista do procedimento, bastante idênticos. A clássica roda de aço forjado e a roda “bipartida” possuem em comum apenas o processo de laminação. Neste processo um disco em bruto ou uma arruela forjada nas bordas são separados através de uma operação de laminação e na mesma operação é formado o aro. O material inicial para a roda forjada é uma arruela recortada de um perfil extrudado que após várias operações de forjamento se transforma em peça bruta pronta para a laminação. Finalmente a roda é submetida à usinagemn e tratamento superficial. Outro potencial para redução de peso é oferecido pelo processo “flow forming”, no qual a matéria-prima fundida é laminada aproveitando o aperfeiçoamento das propriedades de material e fundição para a economia de material.
Alumínio: o processo de fabricação de rodas forjadas de alumínio consiste na compactação de um bloco único de alumínio (sem soldas) que depois recebe tratamento térmico, usinagem e polimento. As rodas fundidas são são fabricadas com o alumínio em estado líquido, colocado em um molde até resfriar atingindo o estado sólido. As rodas de alumínio forjado, quando em manutenção adequada, pode durar mais de 30 anos.


8.03. Aros das rodas
O aro é a parte da roda na qual se apóia diretamente o pneumático. A roda mesma se compõe do aro e do disco de roda; em vez do disco pode haver uma armação de raios grossos. Segundo o perfil do aro, distinguem-se os aros de bases cônicas e os aros de bases chatas.


8.04. Aro de base / Aro de centro
Os aros podem ser de centro plano, de centro semi-rebaixado (semi drop center) e de centro rebaixado (drop center). Os aros de centro rebaixado são utilizados em automóvel e também em caminhões e ônibus com pneus sem câmara. Já os de centro plano e de centro semi-rebaixado, dotados de anel ou anéis removíveis para permitir a montagem do pneu, são utilizados em caminhões e ônibus com pneus com câmara.
Aro de base cônica: a base do aro inclina-se cerca de 5º para o exterior. Os talões dos pneus são comprimidos contra as bordas do aro sob pressão, de modo que não possam movimentar-se.
Aro de base chata: para possibilitar uma montagem fácil, o telão do pneu 6 montado sem pressão. Uma vez colocado o anel de segurança, o pneu é inflado, ajustando-se os talões ao aro.


8.05. Flancos
Também chamados de costado, protegem as lonas da carcaça e garante flexibilidade ao pneu. Para tanto, são fabricados com uma mistura especial e flexível de borracha.
8.06. Tamanho do aro
Na roda 7.0-20 (7.0 x 20), por exemplo, o número 7.0 indica a distância entre os flanges (A), em polegadas; o número 20 indica o diâmetro do aro da roda (B), em polegadas.

8.07. Pneumáticos
O elemento portante de um pneumático é sua carcaça (armadura interior). Esta se compõe de várias capas cruzadas de cordonéis de nylon ou de arame de aço superpostas, unidas fortemente entre si. No talão do pneumático, estas capas estão dispostas ao redor de um núcleo de cabos de aço. Na parte superior da carcaça se encontra uma capa intermediária, reforçada com tecido. Esta capa leva a banda de rodagem, a qual possui o perfil adequado para o serviço que o veículo deve prestar.

8.08. Carcaça do pneumático
Carcaça do pneumático e uma armação composta de várias camadas de tecidos, recobertas por uma camada de borracha dura que constitui a banda de rodagem

8.09. Banda de rodagem do pneumático
Banda de rodagem é no pneumático a área que fica em contato com o solo. É formada por um composto especial de borracha que oferece grande resistência a desgaste. Seus desenhos, constituídos de partes cheias (biscoitos) garantem o bom desempenho e a segurança do veículo para determinadas condições de piso.

8.10. Talão do pneumático
Talão do pneumático é a borda interna que fica em contato com o aro da roda.

8.11. Tamanho do pneumático
No pneu 9.00-20, por exemplo, o número 9.00 indica a largura do pneumático (A) sob a pressão recomendada, em polegadas; o número 20 indica o diâmetro do aro da roda (B), em polegadas.

Pela designação métrica Europeia:
| 275/80 R 22.5 | 275 | / | 80 | R | 22.5 |
| 1ª posição | 2ª posição | 3ª posição | 4ª posição |
1ª posição: largura da seção transversal (em milímetros).
2ª posição: relação de altura x largura da seção transversal (em %).
3ª posição: construção (R = Radial, D = Diagonal ou sem letra designada).
4ª posição: diâmetro do aro (em polegadas).

8.12. Capacidade de carga do pneumático
A capacidade de carga do pneumático está determinada pela pressão de ar em seu interior. A pressão máxima admissível depende da resistência da carcaça. A cifra PR (Ply rating), se emprega como medida de resistência da carcaça e da capacidade de carga de um pneumático, sendo indicada logo após a designação do tamanho do pneumático. Por exemplo: 9.00-20 PR 12. Como tal, o PR não representa necessariamente o número real de lonas com que o pneumático foi confeccionado.

8.13. Pressão do pneumático
Representa a pressão do ar por polegada quadrada, em libras, recomendada para determinado pneu. Essa pressão deve ser tomada com o pneu frio.

8.14. Pneumáticos de cinturão
No pneumático de cinturão os cordonéis são paralelos entre si e estão dispostos radialmente: estão rodeados de várias cintas sobrepostas (cinturões), situadas entre a armadura interior e a banda de rodagem.
Um pneumático de carcaça radial poderia transmitir, ao rodar, unicamente esforços laterais pequenos. Por esta razão o cinturão é necessário para manter a direção e estabilizar adicionalmente a banda de rodagem.

8.15. Pneumáticos para estradas e terrenos
Pneumáticos de utilização alternativa em estradas e em terrenos. banda de rodagem tem para tanto um perfil normal para estradas, no centro, e ressaltos nos lados.

8.16. Pneumáticos para qualquer terreno
Pneumáticos com perfil de ressaltos grossos na banda de rodagem, para aumentar a adaptação de um veículo a qualquer tipo de terreno. É utilizado apenas em solo não pavimentado.

8.17. Rodado: simples / duplo
Encontrado em normas do CONTRAN também como “rodagem simples” ou “rodagem dupla”. A utilização de eixos com rodagem simples ou dupla depende da capacidade de carga máxima transportada. Em veículos pesados é mais comum ter rodados simples no(s) eixos(s) dianteiro(s), duplo no eixo traseiro ou misto de duplo+simples para eixos trucados. Em veículos leves como vans e alguns micro-ônibus também pode ocorrer de ter eixos com rodados simples na dianteira e traseira.
Qualquer roda que pode ser colocada com o lado do disco em contato com o lado do disco de outra roda, resultando num conjunto de roda dupla interna e externa é chamado de rodado duplo, ao contrário do simples em que é uma roda única.


8.18. Flange do aro
Parte do aro que se estende acima do assento do talão, que ajuda a segurar o talão do pneu. ARO – A parte da roda que apoia o pneu.
8.19. Prisioneiro
Parafuso roscado que se estende a partir da superfície do cubo ao qual a roda é presa pelas porcas.

8.20. Porcas das rodas
Porca cega interna: porca usada para montar a roda interna num sistema de roda dupla posicionada por prisioneiros. Não se aplica a rodas guiadas pelo cubo.
Porca cega externa: porca usada para prender a roda externa posicionada por prisioneiros num par de rodas duplas e rosqueada na porca interna. Não se aplica a rodas guiadas pelo cubo.
Porca com manga longa: porca adaptada com uma manga de extensão longa, usada para prender rodas duplas.
Porca com manga curta: porca adaptada com uma manga de extensão curta, usada para prender uma roda simples
Porca do flange de peça única: combinação de porca e arruela numa única peça.
Porca do flange bipartida: combinação de porca e arruela em 2 peças, usada para proteger as rodas guiadas pelo cubo.



8.21. Calha do aro
Cuba ou parte central do aro da roda que permite a instalação de um pneu sem câmara.
8.22. Guia/Pino ou Aba de guia
Superfícies / partes salientes de um cubo, usadas para centrar uma roda guiada pelo cubo.

8.23. Indicador de Desgaste da Superfície de Rolamento
TWI – Tread Wear Indicator: é um recurso de segurança importante que permite mostrar facilmente quanto da superfície de rolamento resta no pneu a ser utilizada. Barras de borracha estreitas são moldadas numa altura de 1,6 mm (2/32″) na parte inferior das ranhuras da superfície de rolamento. Quando os desgastes da superfície de rolamento atingem essas barras, o pneu deve ser substituído.

8.24. Câmara de ar
É um tubo circular, de borracha, que é colocado no interior do pneu, inflado com ar comprimido, na quantidade necessária para sustentar a carga que o veículo impõe às rodas. A câmara-de-ar é munida de uma válvula que serve para introduzir o ar em seu interior, mantê-lo para utilização e esvaziá-la quando necessário. Deve resistir a flexões, deformações e ao calor produzido no pneu, quando em movimento.
O pneu SEM câmara-de-ar tem o seu interior revestido por borracha macia que impede o ar de sair por sua carcaça e por entre o talão e o aro da roda.

8.25. Rodoar
Permite que o motorista calibre os pneus sem parar o veículo por meio de compressor de ar. O alarme de som, automático, alerta o motorista no momento em que o pneu fura, permitindo prosseguimento da viagem normalmente. Isso permite redução do desgaste da borracha do pneu.

8.26. Rodízio dos pneus
Para prolongar a durabilidade dos pneus, é necessário que o desgaste dos mesmos seja uniforme. Quando da substituição por novos, os 6 pneus devem ser substituídos.
Nunca monte pneus de medidas diferentes ou pneus gastos misturados com pneus novos num mesmo eixo. Nunca monte pneus de medidas diferentes ou pneus gastos misturados com pneus novos em eixo de tração. Isto pode causar o desgaste prematuro do conjunto satélites e planetária do diferencial.

8.27. Recapagem
Processo pelo qual um pneu é reformado pela substituição da sua banda de rodagem.

8.28. Remoldagem / Recauchutagem
Processo pelo qual um pneu é reformado pela substituição da sua banda de rodagem, de seus ombros e de toda a superfície dos seus flancos. Este processo também é conhecido como recauchutagem de talão a talão. A partir de uma carcaça bem preservada tanto nas suas laterais como na sua banda de rolagem, uma máquina é utilizada para retirar toda a camada velha de borracha permitindo que seja possível aplicar uma nova camada. Porém, antes da aplicação é feito uma nova inspeção, e nessa inspeção devem ser mantidos registros de todas as informações pertinentes à origem do pneu.

8.29. Centragem
Centragem por porca esférica: através de arruelas esféricas, que encaixavam-se a pequenas reentrâncias da roda, mantendo-a no centro, com o inconveniente de que o aperto excessivo provocava o amassamento dos furos, além de trincas. Passou-se a utilizar porca esférica, que funcionaria como a arruela esférica, apresentando os mesmos inconvenientes. Outro problema deste tipo de centragem é a ovalização dos furos, que, além de vibrações, provocam a quebra da roda.
Centragem pelo cubo: o centro da roda também é usinado e encaixa-se perfeitamente ao componente. As porcas servem apenas para apertá-la. Os furos das rodas são retos, não há chanfros. As arruelas são móveis e atingem uma área bem maior, o que evita amassamento por excesso de torque.

8.30. Cubo de roda / Cubo de eixo
8.31. Construção: Diagonal x Radial
A diferença entre os pneus diagonais e os radiais está principalmente na carcaça. O pneu diagonal, também chamado de convencional e utilizado desde a implantação da indústria automobilística, possui uma carcaça constituída de lonas têxteis cruzadas, uma em relação à outra. Os cordonéis estendem de talão a talão, no sentido diagonal, formando um ângulo de aproximadamente 38° com a linha central da banda de rodagem.
Com a evolução da tecnologia, os diagonais foram sendo substituídos, desde a década de 70, pelos pneus radiais, capazes de suportar maiores cargas e maiores pressões de enchimento. Sua carcaça é constituída de uma ou mais lonas cujos cordonéis são paralelos entre si e dispostos no sentido radial. Esta estrutura é estabilizada pelas cinturas sob a banda de rodagem. Os cordonéis da lona da carcaça se estendem transversalmente de talão a talão formando um ângulo reto com a linha central da banda de rodagem. Um conjunto de cintas de aço (geralmente, quatro) circunda a carcaça.
Pneu radial: os fios das lonas estendem-se de um a outro talão em ângulo reto com a carcaça o que lhes proporciona melhor flexibilidade, menor aquecimento e excelente aderência sob esforço. As lonas estabilizadoras, assim chamadas, permitem um bom apoio da banda de rodagem mesmo quando há solicitações laterais. O pneu radial foi inventado pela Michelin em 1948 e dois anos depois já chegava aos veículos comerciais. Em 1959, a própria Michelin produziu seu primeiro radial sem câmara para ônibus e caminhões.

8.32. Calota
CALOTA: É CALOTA, não tem R na palavra. Não é “caRlota”. Não tem R: C-A-L-O-T-A.
Peça que cobre o centro externo das rodas dos automóveis como ornamento e para a proteção da extremidade do eixo e das porcas com que a roda se fixa a este.

8.33. Sistema de monitoramento de pressão dos pneus (TPMS)
Sistema instalado em um veículo, capaz de avaliar a pressão de enchimento dos pneus ou a variação desta ao longo do tempo e de transmitir a informação correspondente ao condutor enquanto o veículo está em movimento.
