Mini Enciclopédia do Transporte Coletivo – Letra C

Cabrito
Gíria usada para ônibus de motor dianteiro.
Caetano
Dispositivo de fiscalização eletrônica, instalado en uma intersecção semaforizada com a função de detectar e registrar os veículos que transgridam a indicação luminosa. (BARBOSA, 2015)
Caio – Companhia Americana Industrial de Ônibus
Fábrica e encarroçadora de carrocerias de ônibus localizada em São Paulo-SP, adquirida pela Induscar em 2001.
Caixa de acumulação de veículos
Trecho da via entre a linha de retenção de um semáforo e a próxima transversal a montante, permitindo que a fila de veículos aguarde a abertura do sinal verde sem bloquear alguma via transversal. (BARBOSA, 2015)
Calçada
Parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de sinalização, vegetação e outros fins. (BARBOSA, 2015)
Calçada rebaixada
Rampa construída ou instalada na calçada destinada a promover a concordância de nível entre esta e a pista de rolamento. (BARBOSA, 2015)
Calçadas verdes
Faixas existentes dentro do passeio utilizadas por pedestres, que podem ser ajardinadas ou arborizadas. (BARBOSA, 2015)
Calçamento
Parte de uma estrada ou via pública revestida por empedramento ou asfaltamento; pavimentação. (BARBOSA, 2015)
Caleche
Carruagem de quatro rodas e dois assentos, aberta à frente, puxada por dois cavalos em parelha. (BARBOSA, 2015)
Calefação
ar quente. Dispositivo físico geralmente localizado abaixo das poltronas, no canto inferior, pela extensão da lateral (Figura C001).
Calefação

Figura C001 – Calefação no piso interno do veículo.
Fonte: foto feita por César Mattos.
Calha externa
Espaço exterior (linha horizontal como destacado na Figura C002) em cima das janelas geralmente feito de plástico para escoamento da água da chuva, proveniente do teto do ônibus. Em alguns modelos ela pode descer verticalmente na traseira e na dianteira.
Calha externa

Figura C002 – Destaque da calha externa na lateral do ônibus.
Fonte: foto feita por César Mattos.
Calha interna
Parte dos cantos superiores em cima das janelas, onde fica a iluminação interna do corredor (Figura C003).
Calha interna

Figura C003 – Demonstrativo calha interna do ônibus, acima das janelas.
Fonte: foto feita por César Mattos.
Calota
Peça que cobre o centro externo das rodas dos automóveis como ornamento e para a proteção da extremidade do eixo e das porcas com que a roda se fixa a este. (BARBOSA, 2015)
Câmara de ar
Tubo de borracha de seção transversal circular, cheio de ar comprimido, fechado por meio de válvula e colocado no interior do pneu, sobre a camba de rodas de automóveis, bicicletas, etc. (BARBOSA, 2015)
Câmbio
Também conhecida por caixa de câmbio, a caixa de velocidades de um automóvel serve para desmultiplicar a rotação do motor para o diferencial ou diretamente para as rodas, por forma a transformar a potência do motor em força ou velocidade, dependendo da necessidade. Pode ser dividido em câmbio manual, semi-automático ou automático. Exemplos na Figura C004.
Câmbio

Figura C004 – Demonstrativo do acionamento do câmbio: Manual (1), Automatizado (2), Semiautomático (3) e Automático (4).
Fonte: foto feita por César Mattos.
Campainha
Cordinha ou botão de Parada Solicitada que faz um som no painel do motorista para avisá-lo que o passageiro precisa desembarcar no próximo ponto de parada.
Campione
Modelo de carroceria rodoviária da Comil. Dividido em 3.25, 3.45, 3.65, 3.85 e 4.05HD.
Cano de Descarga
Escapamento. Cano longo que despeja monóxido de carbono do motor. Pode ser localizado em três lugares: na traseira apontado para cima (por fora ou por dentro da carroceria), na traseira embaixo (no para-choque ou embaixo dele) ou abaixo da saia na frente da roda traseira (Demonstrativo na Figura C005).
Escapamento

Figura C005 – Escapamento na traseira apontado para cima (por fora (1) ou por dentro da carroceria (2)), na traseira embaixo (no para-choque (3) ou embaixo dele (5)) ou abaixo da saia na frente da roda traseira (4).
Fonte: foto feita por César Mattos.
Capelinha / Capela
Letreiro de pano situado no painel do veículo ao lado da porta e virado para frente para dar identificações do itinerário. Antigamente também localizava-se no teto do veículo. Popularmente chamado de "TV" por motoristas (Demonstrativo na Figura C006).
Capelinha

Figura C006 – Capelinha externa (Esquerda) e interna (Direita).
Fonte: foto feita por César Mattos.
Capô
Tampa do motor dianteiro, interna (Figura C007).
Capô

Figura C007 – Tampa do motor na parte frontal interna.
Fonte: foto feita por César Mattos.
Cardan [Cardã]
O Eixo Cardã é um sistema de transmissão de torque muito utilizados em veículos pesados e veículos com tração 4×4 cuja a função é fornecer independência às forças motrizes e no diferencial das marchas.
Carolina
Modelo de carroceria de micro ônibus da Caio. Os modelos seguiram até a versão V.
Carrier
Springer: Marca de Ar-Condicionado.
Carro
Palavra que define o ônibus como um veículo da frota. Entre os funcionários de uma empresa de transporte ou para quem trabalha no ramo, o ônibus é chamado de "carro" (Figura C008).
Carro

Figura C008 – Adesivo fixado na parte frontal interna do veiculo, entre o parabrisas e o teto.
Fonte: foto feita por César Mattos.
Carroceria
1) Estrutura feita para dar forma ao veículo. No ônibus ela é constituída de toda estrutura externa (janelas, portas, sinalização, chapas, etc.) e interna (poltronas, piso interno, acabamento, etc.). A carroceria é feita para receber um chassi compatível ao projeto da mesma, a não ser o caso de monoblocos que o chassi já está incluso na carroceria como uma peça só.
2) Estrutura montada sobre o chassi-plataforma, adequada para o transporte de passageiros. (ABNT NBR 15570:2011)
Caso fortuito (ou força maior)
Evento, imprevisível, inevitável e irresistível, que afeta a execução contratual, tais como, sem se limitar a, inundações, tremores de terra, guerras. (PMBH, 2008)
Catadióptrico
Nome técnico do composto. Faixa reflexiva formada por prismas de base retangular feita para refletir no escuro objetos que não tem luz própria. É o que faz brilhar os olhos-de-gato afixados no asfalto (Figura C009).
Reflexivos

Figura C009 – Adesivo refletivo fixado na lateral da carroceria.
Fonte: foto feita por César Mattos.
Catraca
Roleta. Peça da parte interna do ônibus no qual é feito o controle do número de passageiros transportados. Também é usado em terminais. (Figura C010)
Roleta

Figura C010 – Dois exemplos de catracas: 4 braços (Esquerda) e 3 braços (Direita).
Fonte: foto feita por César Mattos.
CB
Sigla de Centro/Bairro. Sentido da linha radial.
Century
Modelo de carroceria de ônibus rodoviário da Irizar. Dividido em Century, InterCentury e Century PB.
Chapa
Placa, folha metálica para usar na parte interna e externa da carroceria para fins de acabamento.
Chassi – Plataforma
1) Estrutura feita para motorizar a carroceria. É feita por duas estruturas de aço ligando os eixos ao painel e ao motor junto com as estruturas mecânicas e elétricas.
2) Estrutura projetada para encarroçamento de veículos, que suporta o trem motriz, suspensão, sistema de direção, entre outros. (ABNT NBR 15570:2011)
3) Tipo de chassis que são mais altos, geralmente apropriados para ter mais espaço nos porta-malas. Uso rodoviário ou urbano (Figura P013). 4) Terminal de embarque e desembarque, parada. Pode ser a nível do solo (calçada) ou pode ser elevado para embarque em nível. 5) Estação de trem, parte onde o mesmo faz paradas para embarque e desembarque.
Plataforma

Figura P013 – Exemplo de chassis tipo plataforma.
Fonte: divulgação Mercedes-Benz.
Chave de porta
alavanca de acionamento para abrir ou fechar as portas. Em sistemas elétricos é feito por botão(ões). Existe também o botão externo nos rodoviários e urbanos. Em alguns rodoviários tem a alavanca de emergência pelo lado externo, também chamada de válvula pneumática (Figura C011).
Chave de porta

Figura C011 – Alguns exemplos de chaves de porta localizados no painel do veículo.
Fonte: foto feita por César Mattos.
Chiqueirinho
Estrutura feita por balaústres na entrada do ônibus para forçar a passagem pela catraca (roleta) logo no embarque.
Chutado
Diz-se que o ônibus "passa chutado" quando eles passam muito rápido (alta velocidade) por algum lugar.
Ciccobus
Comércio e Indústria de Carrocerias de Ônibus LTDA: Fábrica e encarroçadora de carrocerias de micro ônibus localizada em Jundiaí/SP.
Ciferal
Comércio de Ferro e Alumínio LTDA: Fábrica e encarroçadora de chassis e carrocerias de ônibus localizada em Duque de Caxias/RJ.
Cilindro
O cilindro de um motor é o local por onde se desloca um pistão. O seu nome provém da forma que possui, aproximadamente cilíndrica.
Circular
Ver: Linha Circular
Cisne
Modelo de carroceria de ônibus urbano criado pela Incasel, mas que depois de ser vendida ainda foi fabricada pela sua sucessora: Comil.
Citmax
Modelo de carroceria de ônibus urbano da Ciferal.
City
1) Cidade em inglês. 2) Modelo de carroceria de ônibus urbano da Jotave. Existe em duas versões: Jotave City e Jotave City Bus.
Cityvent
Marca de climatizador de ar, ventiladores fixados no teto do ônibus (Como na Figura C012).
Cityvent

Figura C012 – Ventiladores fixados no teto do ônibus, visão interna e visões externas.
Fonte: foto feita por César Mattos.
Climatizador de ar
Ventilador acoplado no teto interior do veículo para circulação de ar, similar ao exaustor. Ver Cityvent.
CMA
Companhia Manufatureira Auxiliar: Fábrica de carrocerias próprias da Viação Cometa SA de Campinas/SP.
Cobrador
Funcionário que trabalha dentro do coletivo cobrando a tarifa da passagem de cada passageiro. Em muitas regiões do Brasil também é chamado de trocador.
Cobrasma
Companhia Brasileira de Materiais Ferroviários SA: Fábrica e encarroçadora de chassis e carrocerias de ônibus extinta que localizava-se em São Paulo-SP.
Cockpit
área do motorista. Nos ônibus piso baixo também chamada de chiqueirinho (Figura C013).
Cockpit

Figura C013 – Exemplo de cockpit de um ônibus piso baixo.
Fonte: foto feita por César Mattos.
Coeficiente de Aproveitamento
Relação entre o número Passageiro Equivalente e o número de lugares oferecidos. (Decreto Estadual nº 12.601/80-SC)
Coeficiente Tarifário
Constante representativa do custo operacional do serviço, calculada por quilômetro, por passageiro, considerada para cada característica de operação, observando-se a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato. (ANTT, 2009)
Cofre
Caixa de ferro ou aço com fechadura para guardar objetos de valor. Os coletivos em grande parte possuem o cofre boca de lobo com duas versões e o redondo. Em ambos cofres o dinheiro é colocado mas não pode ser retirado a não ser na garagem onde encontra-se a chave do cofre, ou sob posse de uma transportadora de valores.
Colaborador
Funcionário de uma empresa. Ajudante. Auxiliar.
Collabus
Modelo de carroceria de ônibus rodoviário da Tecnobus.
Combustível
É qualquer substância que reage com o oxigênio de forma violenta ou de forma a produzir calor, chamas e gases. Supõe a libertação de uma energia de sua forma potencial a uma forma utilizável. Em geral se trata de algo susceptível de combustão. Esse combustível serve para alimentar motores a explosão.
Comil – Comil Carrocerias e Ônibus
Fábrica e encarroçadora de chassis e carrocerias de ônibus localizada em Erechim-RS.
Compensado
Pedaços de madeira que atuam como preenchimento de paredes ou chão das estruturas da carroceria.
Composição Tarifária
Conjunto de fatores que fundamentam a fixação do preço do transporte. (Decreto Estadual nº 12.601/80-SC)
Comum
Modalidade de uma linha de ônibus no qual faz paradas para embarque e desembarque em todos pontos ao longo do percurso.
Concessão de serviço público
Delegação da prestação de serviço público, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado. (Lei Federal 8.987/1995)
Concessionária
Consórcio de empresas ou sociedade de propósito específico, criados pelos adjuticatários da licitação, com os quais é celebrado o contrato. (PMBH, 2008)
Concessionárias
Conjunto das sociedades de propósito específico ou consórcios delegatários dos serviços. (PMBH, 2008)
Concorrência
Modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital, para execução de seu objeto. (ANTT, 2009)
Concorrente
Empresa ou consórcio de empresas participante da presente licitação. (PMBH, 2008)
Condições operacionais
Características construtivas e dimensionais do veículo, capacidade de transporte e demanda. (ABNT NBR 14022:2011)
Condor [Côndor]
Fábrica e encarroçadora de chassis e carrocerias de ônibus extinta.
Condottiere [Condotiéri]
Modelo de carroceria de ônibus rodoviário da Comil. Classificado nas versões: ST, 3.20, 3.40 e 3.60.
Conexão de Linhas
Realização de percurso correspondente a mais de uma linha, quer em veículos da mesma transportadora quer de outra, trocando-o ou não no terminal de cada linha, com venda simultânea de passagens correspondentes às linhas conectadas. (Decreto Estadual nº 12.601/80-SC)
Consórcio Licitante
Conjunto de pessoas jurídicas que se reuniram para participar da licitação, mediante celebração de compromisso público ou particular de constituição definitiva de consórcio ou de sociedade de propósito específico. (PMBH, 2008)
Consórcio Operacional
Consórcio formado pelas concessionárias para desempenhar as obrigações comuns necessárias à prestação dos serviços. (PMBH, 2008)
Consumo
Gasto, aproveitamento do carro em relação a alguma matéria de reposição: pneus, combustível, baterias, etc.
Conta-giro
Marcador no painel do ônibus que mostra os giros do motor (RPM: Rotações Por Minuto). Costuma usar unidades x100 (Figura C014).
Conta-giro

Figura C014 – Marcador do conta-giro.
Fonte: foto feita por César Mattos.
Continental
Modelo de carroceria de ônibus rodoviário da Incasel.
Continuidade
Direito dos usuários à manutenção, em caráter permanente, da prestação dos serviços. (PMBH, 2008)
Corisco
Modelo de carroceria de ônibus rodoviário da Nimbus.
Corredor
1) Espaço no interior do veículo para o fluxo de passageiros. 2) Faixa, pista exclusiva para ônibus. A faixa exclusiva não tem barreiras físicas para a pista de rolamento de carros, o corredor (ou canaleta) tem barreiras físicas que separam – seja canteiro, grades ou muros de concreto. Comparativos na Figura C015.
Corredor

Figura C015 – Na ordem da equerda para a direita: corredor interno, corredor/canaleta e faixa exclusiva.
Fonte: foto feita por César Mattos.

3) Corredor central de circulação: espaço que permite ao passageiro acessar desde um assento ou fila de assentos quaisquer até outros assentos ou qualquer porta de serviço. (ABNT NBR 15570:2011)

Cortesia
Direito dos usuários a tratamento urbano e educado. (PMBH, 2008)
Cortina
Peça de pano que, suspensa, serve para proteger a tripulação do coletivo do sol ou escurecer o ambiente (Figura C016).
Cortinas

Figura C016 – Cortina interna de um ônibus rodoviário.
Fonte: foto feita por César Mattos.
Corujão
Ônibus/Lotação que circula durante a madrugada em linhas especiais e regulares.
Cubo de Eixo
Ponta central da roda dianteira e traseira (Figura C017).
Cubo de eixo

Figura C017 – Detalhe explicativo do cubo de eixo dianteiro (Esquerda) e traseiro (Direita).
Fonte: foto feita por César Mattos.
Cursor
Modelo de carroceria de ônibus rodoviário da Ciferal.

Índice rápido

IMG REF C017