Volvo: ESP – Inteligência na estrada

Escrito por César Mattos (MTE 16653/RS) e revisado por Rainer Abreu em 17/01/2009

O ESP – Programa Eletrônico de Estabilidade é um sistema que corrige falhas na pilotagem, evitando que o veículo derrape e mantem a trajetória com estabilidade. Esse sistema que está presente nos rodoviários da Volvo, é um sistema muito eficaz que evita sérios acidentes graves, como o caso do ônibus da Bosembecker (5009) que transportava o time do Brasil de Pelotas que capotou.

Quinta-feira dia 15 de Janeiro de 2009 um ônibus da Bosembecker modelo 2007, prefixo 5009 (IOD 4511), Paradiso G6 1550 LD – Scania K380, capotou perto de Canguçu/RS no trevo da BR-392 e RS-471. O ônibus transportava o time de futebol Brasil de Pelotas, e por volta das 23:40 o motorista perdeu o controle na saída da RS-471 e o veículo passou reto em uma curva perigosa, despencando de uma altura de cerca de 30 metros, parando com as rodas viradas para cima.

Muitos acidentes similares seguidamente acontecem nas estradas de todo o Brasil. Esse acidente grave, bem como outros e até acidentes de perdas materiais podem certamente ser evitados com mais comprometimento e preocupação não só por parte das empresas como dos desenvolvedores em relação a segurança. A Bosch desenvolveu um sistema de controle de estabilidade que corrige erros de direção em situações como curvas fechadas, desvios bruscos e pisos escorregadios. Esse sistema é chamado de ESP (Eletronic Stability Program). Ele trabalha em conjunto com sistema de freio ABS, freio-motor e caixa de câmbio automatizada.

O sistema é controlado por um processador central no qual monitora todo comportamento do veículo, podendo detectar riscos de perda de estabilidade. O sistema atua em conjunto com o ABS (Anti-lock Braking System, que impede o travamento das rodas em frenagems de emergência) e o TCS (Traction Control System, que não permite que as rodas girem em falso em uma arrancada). Em cada uma das rodas tem um sensor de velocidade, responsável por enviar dados ao processador central que registra possibilidades de travamento ou giro em falso das rodas, assim corrigindo-os instantaneamente. No centro do veículo existe um sensor de aceleração lateral da carroceria e de sua rotação em torno do seu próprio eixo vertical (YAW), e finalmente existe um outro sensor instalado no volante de direção, que indica a intenção de direção do motorista.

Com as informações enviadas pelos sensores, o processador central compara o ângulo e a velocidade de esterçamento imposta pelo motorista ao volante com a resposta do veículo, medida pelo sensor de aceleração lateral e YAW. Havendo diferença entre as duas medidas, o ESP, sem nenhuma intervenção do motorista, poderá reduzir o torque ou aplicar o freio em uma ou mais rodas para estabilizar o veículo.

Se, por exemplo, apesar de estar com o volante totalmente virado para a esquerda, o veículo estiver ameaçando derrapar para a direita – o que indicaria uma situação de desvio de emergência sem controle numa situação normal -, o ESP vai atuar freando uma ou mais rodas de forma a garantir que o veículo siga a trajetória imposta pelo motorista ao volante, e conseqüentemente sua estabilidade. Isso ocorrerá toda vez que houver risco de perda da estabilidade.

Um vídeo comparando o desempenho de um ESP em conjunto com o freio ABS simulando uma frenagem, em um Paradiso G6 1800 DD sem ESP e Panoramico DD com sistema ESP:

Outro vídeo comparando a atuação do sistema em curvas e manobras bruscas de direção entre um veículo com ESP e um sem:

 

No Brasil, a Volvo oferece como opcional o sistema ESP no chassi modelo B12R, em breve no B9R. A Scania também oferece como opcional nos chassis K380 e K420.

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